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Boeing 777: acidente ou crime de guerra?

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Boeing 777: acidente ou crime de guerra?

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A queda do Boeing 777 da Malaysia Airlines, aparentemente atingido por um míssil no leste da Ucrânia, pode constituir um crime de guerra.

Pelo menos é o que defende a comissária da ONU para os direitos humanos.

De acordo com Kiev, as caixas negras revelam que a queda do aparelho – que fazia a ligação entre Amesterdão e Kuala Lumpur – se ficou a dever a estilhaços da explosão de um míssil. Os investigadores holandeses não confirmaram, nem desmentem a informação e pedem tempo para apurar o que realmente aconteceu.

Certo, é que os apelos a uma investigação independente continuam sem surtir efeito devido à insegurança no leste da Ucrânia.

Esta segunda-feira, e pelo segundo dia consecutivo, os monitores internacionais tentaram chegar ao local da tragédia, mas sem sucesso.

Os combates entre as forças ucranianas e os separatistas pró-russos obrigaram os investigadores a recuar para Donetsk como explica o coordenador da missão da OSCE na Ucrânia, Alexander Hug:

“Tivemos de parar porque nos apercebemos que a troca de tiros estava muito perto. Depois falamos ao telefone sobre a questão da falta de segurança com elementos da autoproclamada República Popular de Donetsk e a situação piorou. Aí decidi fazer regressar a missão.”

A missão é constituída, essencialmente, por especialistas forenses.

A policia holandesa veio, entretanto, a público dizer que não há garantias de que seja possível recuperar todos os corpos das vítimas. Recorde-se que a maioria das cerca de 300 era de nacionalidade holandesa.