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Conselho de Segurança da ONU pede cessar-fogo "incondicional" em Gaza

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Conselho de Segurança da ONU pede cessar-fogo "incondicional" em Gaza

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Em nome do fim da violência, o Conselho de Segurança das Nações Unidas pede um “cessar-fogo humanitário imediato e incondicional” no conflito que opõe Israel e o Hamas.

A declaração foi aprovada por unanimidade na reunião de emergência que aconteceu na manhã desta segunda-feira e no mesmo dia em que os muçulmanos começam a celebrar o fim do Ramadão.

Está, no entanto, longe de gerar consenso.

O representante palestiniano nas Nações Unidas, Riyad Mansour, lamenta que o Conselho de Segurança não tenha sido capaz de aprovar um resolução, com efeito vinculativo, para condenar a “agressão” israelita: “O status quo não é sustentável e voltar à situação anterior a esta agressão não é sustentável. Precisamos de ver mudanças fundamentais na vida do nosso povo na Faixa de Gaza. Estes elementos não foram considerados nesta declaração. Neste sentido estamos desapontados.”

Na reação, o embaixador de Israel nas Nações Unidas, Ron Porsor, disse que o país está “cansado” da “demonização da única democracia da região” do Médio Oriente e concentrou-se em descrever o Hamas: “Ouvimos uma declaração presidencial do Conselho de Segurança que, milagrosamente, não mencionou o Hamas, rockets ou o direito de Israel em defender os cidadãos. Não há um dia que passe sem que leiamos notícias sobre a Al-Qaeda ou Isis, Boko Haram e Hezbollah. Não se deixem enganar pela propaganda do Hamas: também é uma organização extremista, islamita, com uma ideologia jihadista e a missão de erradicar Israel.”

Sem fim à vista aparente, desde o início, a ofensiva israelita já provocou a morte de mais de mil palestinianos. O número de militares israelitas mortos supera as quatro dezenas.