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Tour 2014: O siciliano que já "limpou" as três grandes voltas a pedal

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Tour 2014: O siciliano que já "limpou" as três grandes voltas a pedal

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Vincenzo Nibali, o “tubarão do estreito (de Messina)”, foi consagrado este domingo como o vencedor da 101.a edição da volta a França em bicicleta. O siciliano, de 29 anos, que nasceu no mesmo dia de do histórico Bernard Hinault (14 de novembro), tinha uma larga vantagem à entrada para esta derradeira etapa e bastou-lhe evitar acidentes para assegurar o triunfo, que lhe permite juntar agora o “Tour” à vitória na “Vuelta”, em 2010, e ao “Giro”, no ano passado.


A conquista deste domingo permite ao italiano, da Astana, juntar-se a um restrito lote de cinco atletas que já venceram as três míticas corridas a pedal. Os outros são o belga Eddy Mercx e os franceses Bernard Hinault e Jacques Anquetil, o espanhol Alberto contador e o italiano Felice Gimondi. Mercx, curiosamente, é o recordista de títulos deste triunvirato de provas: 5 “Tours”, 5 “Giros” e uma “Vuelta”. nibali, ainda asim, aproveitou para revelar que não irá correr a “Vuelta” a Espanha, no final de agosto, apontando o guiador, em princípio, apenas para os Mundiais de estrada, que se realizam em espanha no final de setembro.


Voltando ao ciclista do momento, Nibali, o primeiro italiano a vencer o “Tour” desde Marco Pantani em 1998, terminou esta Volta a França com o tempo de de 89h59m06seg, deixando Jean-Christophe Pérault, da AG2R, a mais de 7m30seg. Ainda assim, a França pôde festejar a primeira vez em 30 anos que consegue colocar dois ciclistas no pódio do “Tour”: Thibaut Pinot, da FDJ.FR, ficou a 8,15seg do camisola amarela e ao terceiro lugar juntou ainda a vitória no prémio da juventude (camisola branca).


O segundo lugar de Péraud chegou, porém, a estar em perigo quando o francês se viu envolvido numa queda coletiva a meio desta derradeira vigésima primeira etapa, encerrada como habitual no centro de Paris. O ciclista, de 37 anos e natural de Toulouse, conseguiu, contudo, recuperar, e cortar a meta numa posição que lhe permitiu “guardar” a vice-liderança da geral.


Tal como há um ano, entretanto, esta última etapa foi ganha ao “sprint” pelo alemão Marcel Kittel (foto em baixo). O ciclista da Giant-Shimano bateu sobre a meta o norueguês Alexander Kristoff, da Katusha, e averbou o quarto triunfo em etapas da presente edição da prova, tantas quantas o novo campeão do “Tour”, Vincenzo Nibali.


Quanto aos portugueses, Nélson Oliveira, da Lampre, foi o melhor do dia. O campeão de Portugal cortou a meta na 38.a posição; Sérgio Paulinho, da Tinkoff, foi 104.°; Tiago Machado, da NetApp, 116.°; e José Pimenta, também da NetApp, 121.°.

Na geral, o melhor português foi Tiago Machado, que acabou na 72.a posição e como um dos heróis desta edição do “Tour”. O famalicense, de 28 anos, seguia no top-3 do “Tour” quando, à décima etapa – a mesma que tirou de prova Alberto contador-, caiu e foi em dificuldade que ainda conseguiu cortar a meta. O sacrifício evidenciado levaram a organização a fechar os olhos ao facto de ter chegado depois do tempo de controlo.


Tiago Machado foi repescado e, mesmo em dificuldade, chegou ao fim desta Volta a França e como o melhor português depois da desistência do campeão do Mundo de estrada, Rui Costa, devido a uma broncopneumonia.


Para lá da camisola amarela (campeão) e da branca (juventude), os restantes prémios desta 101.a Volta a França em bicicleta destacaram o eslovaco Peter Sagan, da Cannondale, com a camisola verde (pontos nas metas volantes); o polaco Rafal Majka, da Tinkoff, com a camisola das bolas vermelhos (prémio montanha); e o italiano Alessandro de Marchi, da Cannondale, com a vermelha (o mais combativo). A equipa mais rápida – prémio coletivo – foi para a AG2R, que fechou o “Tour” com 270h27m02seg, `afrente da Belkin.