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Espanha assiste à queda do pai dos nacionalistas catalães

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Espanha assiste à queda do pai dos nacionalistas catalães

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A solução para o escândalo que está a abalar a Catalunha passa por praticamente apagar a existência política do homem que se tornou no símbolo do movimento independentista. O antigo presidente do governo regional, Jordi Pujol, reconheceu ter mantido contas no estrangeiro em paraísos fiscais, durante mais de três décadas. A justificação inicial tinha a ver com uma herança não declarada ao fisco. Mas suspeita-se que as implicações sejam muito mais vastas.

Para tentar estancar as consequências, o atual presidente do executivo catalão, Artur Mas, anunciou que Pujol renuncia a todos os cargos honorários e a privilégios como uma pensão vitalícia de 82 mil euros por ano.

Segundo Mas, “os interesses da Catalunha estão acima de qualquer pessoa, seja qual for a sua importância ou notoriedade. O processo não vai parar e conta com o apoio de muita gente.”

O “processo” é o projetado referendo sobre a independência da Catalunha, que Mas pretende organizar no próximo dia 9 de novembro, apesar de Madrid rejeitar liminarmente uma consulta popular. Pujol liderou o governo local entre 1980 e 2003, sendo fundador da CiU, a coligação nacionalista maioritária no poder.