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Argentina em contrarrelógio para evitar incumprimento

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Argentina em contrarrelógio para evitar incumprimento

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A Argentina está em contrarrelógio para evitar entrar em incumprimento, o segundo em treze anos.

Pela primeira vez o governo argentino enfrenta, cara a cara os credores. O ministro das Finanças, Axel Kicillof, voou para Nova Iorque, onde decorrem as reuniões com os representantes dos credores que querem receber, por completo, o valor das obrigações da dívida reestruturada em 2005 e 2010.

Os encontros são mediados Daniel Pollack, nomeado pela justiça dos Estados Unidos.

Um tribunal norte-americano condenou a Argentina a pagar até 30 de julho cerca de mil e quinhentos milhões de dólares aos credores que não aceitaram a reestruturação. Entre esses 8 por cento estão dois fundos de investimento, apelidados pelo Governo argentino de “abutres”.

Na Argentina, nas ruas de Buenos Aires, o clima não é bom. De acordo com dois argentinos, “As coisas não serão melhores nem piores, vão entrar em falência”, mas há muito tempo que a economia vai mal, por “falta de dinheiro”.

A Argentina alega que não pode pagar a estes credores devido a uma cláusula dos contratos da dívida reestruturada com perdas até 70%, que estabelece que até ao final de 2014 o Estado não pode oferecer a outros credores melhores condições. Se o fizer, terá de tratar de igual forma todos os outros, passando a estar em causa, pelo menos, 120 mil milhões de dólares.

O prazo para encontrar um acordo termina à meia-noite, de Nova Iorque, 5 horas em Lisboa.