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CongoBrazzaville: Desafios bancários

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CongoBrazzaville: Desafios bancários

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Em África apenas uma pessoa em cada dez tem uma conta bancária. A falta de rendimentos, os salários irregulares, as peculiaridades de uma economia feita em dinheiro. Enquanto o desenvolvimento económico está em curso, o próximo desafio do continente é transportar as pessoas para o sistema bancário. Colocamos esta questão aos líderes económicos e políticos que participam num fórum da Forbes em África.

Jean-Michel Severino, CEO, Investisseurs & Partenaires (I&P), o ex-CEO da Agência Francesa de Desenvolvimento explica:“Acho que podemos estar muito otimista porque temos assistido, na última década, mesmo nos últimos 20 anos, não só ao surgimento de novas redes de grandes bancos transnacionais, mas também de novos elementos sul-Africanos e Marroquinos e a ascensão dos bancos da Nigéria. África é a terra da inovação no que toca ao “mobile banking” e a aliança de operadoras e bancos vai impulsionar uma gama de serviços, seja em pagamentos ou mesmo no crédito e nas poupanças. Nem sequer estou a falar sobre microfinanças, que não nasceram em África, mas as próprias microfinanças crescem muito rapidamente no continente”.

Segundo Alpha Condé, Presidente da República da Guiné: “Para criar uma base económica, temos de contar com as pequenas e médias empresas. Noutras palavras, transformar os artesãos em PME. Desta forma, os bancos africanos deviam envolver-se mais.”

Jean-Jacques Bouya, Ministro na Presidência e do Ordenamento do Território e Delegado-Geral de grandes obras públicas no governo do CongoBrazzaville conclui: “A grande luta é o estabelecimento de infraestruturas ao nível estatal Africano para que tenha um impacto melhor e mais amplo e que funcione para os africanos comuns. E criar uma ligação, que faz falta neste momento, entre bancos, micro-crédito e as pessoas. “