Última hora

Última hora

Gaza: Civis não conseguem fugir dos combates

Em leitura:

Gaza: Civis não conseguem fugir dos combates

Tamanho do texto Aa Aa

Já não há lugares seguros em Gaza. As escolas, os hospitais, os mercados são bombardeados. Há cada vez menos sítios onde os cerca de milhão e meio de habitantes da região se possam refugiar.
Quem estava na escola da ONU em Jabaliya, atingida por morteiros esta quarta-feira, fala de um cenário de terror.

Abdel-Karim al-Masamha, de 27 anos, estava no local e explica que “as vítimas morreram diante dos nossos olhos, outros ficaram com ferimentos graves. Dentro desta sala cinco pessoas morreram. Viemos para ter alguma segurança mas afinal nem aqui estamos seguros. Já não há lugares seguros em Gaza.”

Para além dos ataques, viver no território é cada vez mais difícil: escasseiam os bens essenciais, não há recolha de lixo há várias semanas. As centrais elétricas foram atacadas. Falta luz e água.
E mesmo quem tenta reparar os estragos corre muitos riscos.
Munzer Shoblaq, responsável pelo abastecimento de água da região, perdeu 6 trabalhadores na terça-feira quando tentava recuperar uma conduta.

Em três semana de conflito, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNRWA) estima que já se contem mais 200 mil deslocados, acolhidos em 85 centros improvisados.

Entretanto, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, considerou esta quarta-feira “escandaloso e injustificável” o bombardeamento de uma escola da organização na Faixa de Gaza. Também os Estados Unidos já condenaram este ataque.