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Urso Knut, estrela em vida e na morte

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Urso Knut, estrela em vida e na morte

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Um dos ursos polares mais famosos do mundo pode continuar a ser contemplado, mesmo depois de morto.

A legião de fãs de Knut é tão grande que o animal, ou pelo menos parte dele, está agora integrado na coleção do Museu de História Natural de Berlim.

Após a morte da antiga estrela do Jardim Zoológico da capital alemã nasceu uma escultura, criada com a pele verdadeira do urso.

O taxidermista Robert Stein explica que esta arte é complexa e nada tem a ver com “rechear” animais:“Foi muito difícil para nós juntar de novo todos os ossos e reconstruir o esqueleto. Existiam mil partes individuais, por isso é muito difícil juntar tudo. Normalmente arrancamos o pelo e então temos a forma de um corpo inteiro que podemos medir.”

Foram precisos mais três meses para criar a escultura. O Knut já esteve em digressão, como embaixador de uma campanha contra as alterações climáticas. Agora, deixou a vida agitada para regressar a Berlim, a cidade onde a trágica história de vida começou, em 2006.

Knut foi o primeiro urso polar a nascer e sobreviver no Zoo de Berlim durante 30 anos.

Acabou por ser adotado por um criador depois da mãe o abandonar.

Em 2007 conquistou o estrelato. Foi capa de revista, passou pelo cinema e tornou-se num negócio rentável.

Em vida, recebeu a visita de mais de 11 milhões de pessoas.

Em 2011 morreu subitamente de encefalite. Apesar dos protestos de defensores dos direitos dos animais, o urso Knut voltou de certa forma a renascer, ainda que em estátua.

O Museu de História Natural de Berlim acolhe o animal, numa exposição que inclui ainda um modelo de um recife de coral e outra celebridade do Jardim Zoológico, um gorila de 1935.