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África Ocidental reforça medidas para conter o surto de ébola

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África Ocidental reforça medidas para conter o surto de ébola

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Cresce a preocupação com o surto de ébola que alastra na África Ocidental, o pior de que há registo na história.

O médico que dirigia a luta contra o vírus na Serra Leoa morreu depois de ter sido infetado com o ébola.

A Libéria decidiu encerrar todas as escolas e está a considerar impor uma quarentena em algumas comunidades.

No Reino Unido, após uma reunião de crise do executivo, o chefe da diplomacia, Phillip Hammond, afirmou que o primeiro-ministro David Cameron classifica o surto “como uma ameaça muito séria”, mas assegurou que a “propagação da doença ao Reino Unido é muito pouco provável”.

O Peace Corps dos Estados Unidos decidiu retirar mais de 300 voluntários da Libéria, Serra Leoa e Guiné Conacri, países onde o ébola já terá morto mais de 670 pessoas.

Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) afirmam que o vírus está “fora de controlo”. Segundo a coordenadora das operações de emergência da organização humanitária, “neste momento, estamos a ver apenas a ponta do iceberg, porque o rastreamento dos que estiveram em contacto com a doença não está verdadeiramente a funcionar”, um dos “principais problemas” que enfrentam os médicos.

O ébola manifesta-se nomeadamente com hemorragias, vómitos e diarreias. Não há nenhuma vacina homologada contra este vírus que tem uma taxa de mortalidade entre os 25 e os 90%. A transmissão faz-se por contacto com sangue, fluidos ou tecidos de pessoas ou animais infetados.