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Amigos de Putin e empresas poderosas alvo das sanções da UE

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Amigos de Putin e empresas poderosas alvo das sanções da UE

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As primeiras sanções europeias contra setores económicos da Rússia entram em vigor esta sexta-feira e visam travar o apoio que o regime de Vladimir Putin dá aos separatistas no Leste da Ucrânia.

Um desses setores é o financeiro, com os investidores europeus agora proibidos de injetar capital em bancos russos que tenham pelo menos 50% de capital público.

A União Europeia (UE) juntou ainda mais nomes à lista de pessoas com bens congelados e proibidas de entrar na comunidade, incluindo dois muito próximos do presidente russo: Yury Kovalchuk e Nikolai Shamalov, os maiores acionistas do Banco Rossiya.

O Banco Comercial Nacional Russo também foi visado já que passou a operar na região ucraniana da Crimeia, anexada por Moscovo no início do ano.

Outra personalidade visada e próxima do presidente russo é Arkady Rotenberg, seu parceiro de judo e empresário que ganhou importantes contratos para os Jogos Olímpicos de Inverno, na cidade russa de Sochi, em Fevereiro.

Ainda nas empresas visadas, contam-se a companhia aérea Dobrolyot – que liga Moscovo à Crimeira -, e o fabricante de armas antiaéreas Almaz-Antey que produz o modelo de míssil que terá abatido um avião civil com 298 pessoas a bordo, no Leste da Ucrânia.

O incidente acelerou a aprovação da chamada terceira fase de sanções, que inclui ainda um embargo de venda de armas e a não exportação de tecnologia para o setor petrolífero.

O pacote de sanções contra os setores económicos será revisto dentro de três meses.