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O "déjà vu" de uma Argentina em incumprimento

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O "déjà vu" de uma Argentina em incumprimento

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A Argentina está a reviver o seu pior pesadelo. Pela segunda vez em 13 anos, o país caiu em incumprimento de dívida, vergado pelos fundos especulativos que a presidente Cristina Kirchner qualifica de “abutres”. Agora a segunda maior economia da América do Sul enfrenta o cenário que temia, ficando cada vez mais longe dos mercados internacionais dos quais há muito é mantida à margem.

A agência de notação Standard and Poor’s baixou a nota do país para “default seletivo”. Durante dois dias, tentou-se um acordo em Nova Iorque. Mas o ministro da Economia argentino, Alex Kicillof, não conseguiu o consenso e não esconde a revolta por isso. “A Argentina pagou, há dinheiro, e pretende pagar os próximos vencimentos porque tem capacidade para isso. Como é que um juiz pode declarar um incumprimento nestas circunstâncias? É ao juiz Griesa que atribuímos a responsabilidade do que está a acontecer”, declarou Kicillof.

Os próprios argentinos têm dificuldades em entender exatamente o que se passa. O governo garante ter os 539 milhões de dólares que estão em falta para pagar juros aos credores. No entanto, o juiz americano Thomas Griesa bloqueia essa operação porque considera que, primeiro, Buenos Aires tem de saldar o pagamento de 1,3 mil milhões de dólares a dois fundos especulativos, NML e Aurelius, que não aceitam a reestruturação da dívida contraída no incumprimento de 2001. Uma das possíveis soluções que tem sido avançada prende-se com a intervenção dos bancos privados argentinos.