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Portugal pressionado a contribuir para mais mulheres na Comissão Europeia

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Portugal pressionado a contribuir para mais mulheres na Comissão Europeia

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Portugal é um dos poucos países que nunca nomeou uma mulher para a Comissão Europeia (CE), apesar de ser Estado-membro há 28 anos.

O governo de Lisboa é um dos mais pressionados sobre este assunto na constituição do próximo executivo europeu.

A jornalista da euronews, Christelle Petrongari, realça que “a atual Comissão Barroso tem nove mulheres entre 28 comissários, o que fica longe da paridade. Mas a CE presidida por Jean-Claude Juncker poderá ser ainda menos feminina, apesar dos repetidos apelos aos Estados-membros”.

Os governos deveriam ter proposto os nomes até 31 de julho, mas um terço são ainda desconhecidos e só duas mulheres foram oficialmente apresentadas.

Natacha Bertaud, porta-voz do presidente da CE, afirma que “Jean-Claude Juncker vai explorar todas as possibilidades e continua a insistir com todos os Estados-membros sobre a necessidade de ter um número adequado de mulheres. É possível que se não encontrarmos uma solução agora, isso leve a que a formação da nova equipa seja mais demorada”.

Lisboa é uma das capitais atrasadas, apesar de na imprensa se mencionarem nomes como o da ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, e o da eurodeputada socialista Maria João Rodrigues.

A 30 de agosto realiza-se mais uma cimeira da União Europeia para discutir nomes para os altos cargos, incluindo o de chefe da diplomacia, que também pertence à CE.

É de recordar que o Parlamento Europeu tem poder de veto sobre a equipa que for apresentada.