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Ébola: "Surto avança mais rapidamente do que os esforços para o travar" (OMS)

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Ébola: "Surto avança mais rapidamente do que os esforços para o travar" (OMS)

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O “surto (de ébola) está a avançar mais rapidamente do que os (…) esforços para o travar”, o aviso foi lançado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) durante uma reunião de emergência com os três países mais afetados pelo vírus.

O encontro também serviu para lançar um plano de 100 milhões de dólares, cerca de 75 milhões de euros, na tentativa de evitar uma pandemia.

Desde o início do ano, foram confirmados 1300 casos e morreram 729 pessoas, uma na Nigéria, as restantes na Libéria, Serra Leoa e Guiné.

Conacri foi esta sexta-feira palco de uma cimeira de emergência da OMS com os presidentes dos três países mais afetados. Um encontro que também serviu para acertar agulhas antes da reunião da próxima semana, em Washington, com Barack Obama.

Para as autoridades da Guiné-Conacri, “a população tem de entender que a epidemia existe, que os riscos são reais e não se cingem ao interior do país”.

Ao contrário da Guiné-Conacri, a Serra Leoa declarou o estado de emergência e chamou o exército para isolar os pacientes, enquanto a Libéria encerrou as escolas e está a considerar colocar algumas comunidades de quarentena.

Entretanto, num hospital em Atlanta, nos Estados Unidos, está tudo a postos para receber norte-americanos infetados com o ébola.

“A primeira reação é de pânico completo. É uma forma horrível de morrer”, afirma um voluntário que já abandonou a região.

Paralelamente, agravou-se o estado de saúde de dois outros voluntários norte-americanos que ainda não regressaram a casa.