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Palestinianos nem chegaram a acreditar que ia haver tréguas

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Palestinianos nem chegaram a acreditar que ia haver tréguas

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Quando os compromissos voltam a desmoronar-se, os cenários de destruição multiplicam-se. O fim do cessar-fogo traduz-se na continuação de um conflito que dura há 25 dias e que já matou perto de 1500 palestinianos. Em Beit Hanoun, no norte de Faixa de Gaza, uma moradora perguntava “para onde ir agora? Para uma escola ou ficar na rua. Havia oito famílias numa casa que foi destruída e agora não têm onde viver.”

A população encontra-se encurralada neste enclave onde urge a assistência humanitária. Os edifícios da ONU acolhem já mais de 230 mil refugiados. Um homem explicava que as tréguas iriam permitir que as pessoas se deslocassem “para ver o estado das suas casas, para visitar os feridos e ver os mártires.”

Em alguns locais, tenta-se uma aparente normalidade que os testemunhos depressa contradizem. Uma mulher afirmava não acreditar na hipótese de um cessar-fogo: “Da última vez, recomeçaram logo os bombardeamentos. Antes de conseguirmos sair de Shujahia, atiraram sobre nós.”

Desde que a ofensiva arrancou, foram anunciadas tréguas em quatro ocasiões. Apesar do desespero e do caos crescente, nenhuma delas vingou.