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Gaza: desolação no rescaldo de ataque a escola da ONU

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Gaza: desolação no rescaldo de ataque a escola da ONU

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O derrame de sangue na Faixa de Gaza prossegue. Ao início da madrugada desta segunda-feira morreram mais dez palestinianos, pelo menos, vítimas de novos ataques israelitas.

Às mortes seguem-se os funerais. Os familiares das vítimas de um ataque contra uma escola da ONU na Faixa de Gaza, este domingo,não escondem a desolação.

O incidente está a ser investigado, como explica Chris Gunness, porta-voz das Nações Unidas: “Não existe qualquer prova da presença de militantes no interior da escola. Não existem provas de que militantes dispararam rockets do interior da escola. Na lei internacional é preciso distinguir entre combatentes e não combatentes. É preciso considerar a proporcionalidade. Será que o risco de se matarem civis vale a pena?”

Habitantes da cidade de Beit Lahiya, no norte de Gaza, regressaram entretanto às casas, ou pelo menos ao que resta delas, num duro confronto com a realidade.

“Não nos sentimos em paz ou seguros nas escolas. O nosso destino e a nossa confiança é apenas na mão de Deus. Que Deus os vingue. Levam novos e velhos. Levaram o meu filho que nem sequer tinha 25 anos de idade”, desabafa Dalal al-Ghaben, residente em Beit Lahiya.

A ofensiva já provocou a morte de mais de 1800 palestinianos. A pressão internacional continua sem ter efeito sobre Israel.