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I Guerra Mundial: "Foram as políticas europeias que falharam"

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I Guerra Mundial: "Foram as políticas europeias que falharam"

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Na Grã-Bretanha, França e Bélgica, a I Guerra Mundial é um assunto em destaque no ano do seu centenário. Há imensas reportagens televisivas e cerimónias comemorativas, como esta em Liège. Na Grã-Bretanha as cerimónias vão continuar até novembro de 2018.

Mas na Alemanha, devido ao sentimento de culpa dos germânicos, a II Guerra Mundial eclipsou a I Guerra Mundial.

O nosso correspondente Rudi Herbert, em Liège, conta-nos como os belgas estão a viver este centenário.

Andrea Büring: Como é a atmosfera no terreno, cem anos depois de as tropas alemãs terem invadido uma Bélgica neutra?

Rudolf Hebert: O facto de muitas pessoas se terem reunido no centro de Liège pode ser visto como uma prova de que a Primeira Guerra Mundial está fortemente ligada à vida quotidiana das pessoas. E as pessoas querem enviar uma mensagem clara aos líderes políticos. Gestos simbólicos de reconciliação, como os que tivemos hoje, são necessários. As pessoas também querem que os líderes políticos europeus garantam que catástrofes como a I Guerra Mundial não se repitam.

AB: Como é vista a I Guerra Mundial hoje?

RH: Eu acho que as coisas mudaram. Hoje falamos menos de criminosos e vítimas. Pensamos antes que foram as políticas europeias que falharam e que milhões de pessoas tiveram de pagar este fracasso com as suas vidas.