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Novo Banco público deixa para trás ativos tóxicos do BES

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Novo Banco público deixa para trás ativos tóxicos do BES

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Separar o trigo do joio foi a opção do Banco de Portugal para travar o descalabro no Banco Espírito Santo. O agora denominado Novo Banco recebe uma injeção de 4,9 mil milhões de euros, permanecendo os ativos tóxicos no velho BES.

O galopar dos acontecimentos das últimas semanas forçou, este domingo, uma intervenção mais dura, disse o governador do Banco de Portugal.

“O risco de cessação de pagamentos e a incapacidade de cumprir as suas obrigações constituía um risco de contágio muito elevado, que punha em causa a estabilidade do sistema financeiro nacional. O Banco de Portugal decidiu-se por uma medida de resolução, incluindo a criação de um banco novo”, explicou Carlos Costa.

O governo usou dinheiro emprestado pela troika para recapitalizar a banca. Depois vai tentar vender o Novo Banco para a recuperar.

“Nas ruas não há pânico, as pessoas vão as agências normalmente pedir informacões. O dinheiro que o governo vai usar faz parte de uma almofada que tinha para fazer face a situacões de crise. Mas a soma – aquilo que o governo vai emprestar ao fundo de resolução – corresponde a 2,6% do PIB português e isso vai fazer disparar o défice, este ano, caso esse empréstimo não seja reembolsado até ao final do ano”, explica a jornalista da euronews, Patrícia Cardoso, em Lisboa.

O governo assegura que os contribuintes não vão pagar a conta, já que os ativos tóxicos ficam no BES e são da responsabilidade dos acionistas e dos credores.

O Novo Banco deverá proteger todos os depositantes e trabalhadores.