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Líbano mobiliza Exército para expulsar islamistas da região de Arsal

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Líbano mobiliza Exército para expulsar islamistas da região de Arsal

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O Líbano parece unido no combate aos islamistas na região de Arsal, próximo da fronteira com a Síria.

O movimento xiita Hezbollah assegurou o apoio ao Exército libanês e diz-se preparado a responder em caso de qualquer agressão.

Até ao momento, três dias de combate já provocaram a morte de pelo menos 13 soldados. Há pelo menos 20 desaparecidos. Também perderam a vida cerca de 50 islamistas e 50 civis.

O primeiro-ministro libanês, Tammam Salam, diz que a resposta militar é a única possível: “Não existem soluções políticas com aqueles que semeiam o caos usando slogans religiosos obscuros e que querem trazer práticas doentias para o Líbano.”

Os confrontos prolongam-se desde sábado, quando islamistas armados vindos da Síria atacaram várias posições do Exército libanês em Arsal, no leste do país. Aconteceu depois da detenção de Imad Ahmad Jomaa, integrante da Frente al-Nusra, o braço sírio da Al-Qaeda e um dos grupos mais fortes na luta para derrubar o presidente sírio Bashar al-Assad.

O Exército libanês começou a evacuar a região de Arsal, de maioria sunita, mas rodeada de localidades xiitas. É aqui que se encontram mais de 100 mil refugiados sírios.

Grande parte dos sunitas, incluindo os habitantes de Arsal, apoia a rebelião contra o chefe de Estado sírio, enquanto a milícia xiita do Hezbollah combate ao lado do exército fiel ao regime de Damasco.

A cisão explica-se pelo facto da rebelião síria ser composta por sunitas, que representam 80% da população da Síria, enquanto o regime é alauita, um ramo do xiismo.