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Duro regresso ao quotidiano em Gaza à espera de um cessar-fogo duradouro

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Duro regresso ao quotidiano em Gaza à espera de um cessar-fogo duradouro

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Segundo dia de trégua, depois de quase um mês de conflito particularmente mortífero para a Faixa de Gaza.

Muitos palestinianos regressam a casa, apenas para se depararem com um cenário de devastação. Segundo o governo palestiniano, os bombardeamentos, seguidos pela ofensiva terrestre israelita fizeram entre 4 e 6 milhões de dólares de danos diretos.

A trégua obtida com a mediação egípcia e norte-americana, entrou em vigor na manhã desta terça-feira, “a priori” por 72 horas.

No Cairo, onde deverão decorrer negociações indiretas para tentar prolongar o cessar-fogo, o representante palestiniano Bassam al-Salhi explica que deseja um “acordo internacional” que ponha “pressão sobre Israel para levantar o bloqueio à Faixa de Gaza”.

Para Telavive a prioridade é retirar as armas aos militantes palestinianos.

O porta-voz do governo hebraico, Mark Regev, diz que não querem “mais ‘rockets’,nem túneis do terror. Por isso é preciso garantir que o Hamas não pode reconstruir o seu formidável aparelho militar terrorista. No longo prazo, é preciso falar sobre a desmilitarização da Faixa de Gaza”.

Enquanto dura a trégua, os 1,8 milhões de habitantes do território palestiniano controlado pelo Hamas tentam retomar o quotidiano.

A violência do último mês reclamou as vidas de 1875 palestinianos, na maioria civis e entre os quais 430 crianças, e de 64 soldados e três civis israelitas.