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Devastação promete recuperação lenta para a Faixa de Gaza

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Devastação promete recuperação lenta para a Faixa de Gaza

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Enquanto decorrem as negociações para tentar prolongar o cessar-fogo, na Faixa de Gaza os palestinianos enfrentam a dura realidade da devastação provocada pela intervenção israelita.

Uma das maiores fábricas de produtos alimentares do território, em Deir el-Balah, foi completamente destruída pelos bombardeamentos hebraicos.

O proprietário, Mohammed Telbani, explica que “serão precisos dois anos para reconstruir a fábrica. E isso só será possível se for autorizada a entrada de materiais brutos, como o cimento e metais, no território, sem restrições”.

Em Jerusalém Leste, o Programa Alimentar Mundial está a trabalhar com padarias locais para tentar ajudar os habitantes da Faixa de Gaza, confrontados à penúria de alimentos, incluíndo a farinha necessária para o fabrico do pão.

O diretor a agência da ONU para os territórios palestinianos, Pablo Recalde, explica que “as padarias em Gaza não conseguem fabricar pão nas quantidades necessárias e por isso estamos a tentar enviá-lo a partir da Cisjordânia”.

Nos últimos dias, foram produzidas 37 toneladas de pão a pedido do Programa Alimentar Mundial. Ontem, dezenas de camiões com ajudas essenciais puderam entrar na Faixa de Gaza pela passagem de Kerem Shalom.