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O fado de Gaza

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O fado de Gaza

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Dois dias antes de bombardearem Shejaia, no leste da Faixa de Gaza, os israelitas avisaram os habitantes para abandonarem a cidade. O Hamas era acusado de ter disparado 140 roquetes a partir daquela zona utilizando os civis como escudo humano.

Aproveitando a trégua de 72 horas alguns dos que partiram, regressaram.

“Aqui estão as minhas roupas, o nossos televisor e outras coisas. A roupa que tenho vestida foi-me dada. Não tenho mais nada para vestir. Os meus filhos ficaram sem nada. Não sei como vou tirar as coisas dali”, disse um desalojado entre os escombros da sua casa.

Completamente devastada, Shejaia representa apenas uma pequena parte do que tem de ser reconstruído no enclave palestiniano.

Gaza precisa de mais de 6 mil milhões de dólares para renascer das cinzas.

Muitos dos deslojados procuraram refúgio em escolas das Nações Unidas que também passaram a ser abrigos.

“Queremos um cessar fogo e paz. Queremos que o mundo árabe olhe para nós. Não somos seres humanos como os outros? Todos vivem menos nós. Estamos na miséria, sem casa. Sofremos quatro guerras em três anos”, afirmou um mulher.

Israel já disse estar disposto a prolongar a trégua de um conflito que em apenas um mês desalojou
mais de um quarto da população de Gaza e destruiu ou danificou cerca de 3000 habitações.