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Olimpíadas 2016: Rio de Janeiro garante prazos e recusa "elefantes brancos"

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Olimpíadas 2016: Rio de Janeiro garante prazos e recusa "elefantes brancos"

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A dois anos do arranque – a 5 de agosto de 2016 – da próxima edição dos Jogos Olímpicos de verão, o Rio de Janeiro garante que vai ter todas as obras acabadas a tempo para as primeiras olimpíadas a serem realizadas na América do Sul.

Numa conferência de imprensa no Estádio do Maracanã, o presidente da Câmara “carioca” deu como exemplo o recente Mundial de futebol para garantir ao Comité Olímpico Internacional que não vão haver atrasos e até deu o exemplo do recente Mundial da FIFA.

“Houveram muitas críticas durante o Mundial de futebol. Diziam: ‘Eles não vão entregar as coisas a tempo, os estádios não vão estar prontos, vai ser um caos’. Mas podemos garantir que vamos entregar tudo dentro do prazo e sem elefantes brancos”, afirmou Eduardo Paes.


Ao todo, há 13 locais em construção de raiz e 11 que estão a ser renovados, num investimento avaliado em cerca de 6,5 mil milhões de reais (mais de 2 mil milhões de euros) integrado num orçamento global previsto para os Jogos Olímpicos de 37,6 mil milhões de reais (12,3 mil milhões de euros).

A Aldeia Olímpica é das obras que levanta, para já, algumas das maiores preocupações, tal como o Complexo Desportivo de Deodoro, onde surgirá uma pista de BMX e o circuito para “slalom” de canoagem. Para já, apenas 24 por cento das obras estarão concluidas, face aos cerca de 60 por cento de Londres, em 2012, com a mesma anetcedência de dois anos.


O futuro das estruturas que estão agora a ser construídas – os tais “elefantes brancos” – é outros dos problemas que se levanta, tendo como exemplo o Estádio de Manaus construído para o Mundial de futebol e no qual não se prevê uma utilização ao nível da qualidade da obra, nem de perto nem de longe. Mas também o caso de Atenas. Há 10 anos a capital grega recebeu os Jogos Olímpicos e muitas das estruturas construídas na altura para o efeito estão agora ao abandono.

Eduardo Paes garante que as estruturas olímpicas em construção no Rio vão todas ter utilidade após os Jogos. Apressão, ainda assim, é grande sobre o Brasil e, em particular, sobre o Rio de Janeiro. As críticas de boa parte do povo continuam aos gastos que o Governo de Dilma Rousseff está a dedicar a competições desportivas desta grandeza em vez de investir na melhoria das condições de vida dos brasileiros.


Os protestos, por enquanto, parecem ter acalmado um pouco no Brasil, mas à medida que se aproximarem as XXI Olimpíadas da Era Moderna o povo poderá voltar para a rua, em particular no Rio de Janeiro, para reclamar melhores condições nos serviços de saúde e educação.

Os transportes, entretanto, estão a ser melhorados, com a construção de um novo troço para o metro – a apelidada linha 4 – a ligar o centro da cidade à Barra da Tijuca e cujos testes deverão arrancar ja em 2016, três meses antes do arranque das Olimpíadas.