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Cristãos: Recomeçar do zero sem expectativas no Iraque

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Cristãos: Recomeçar do zero sem expectativas no Iraque

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A situação humanitária no Iraque complica-se de hora para hora. Os cristãos foram obrigados a fugir ou a converter-se, mas fugir para onde? A euronews ouviu um representante da comunidade Al Khalil:

“Os cristãos estão a colapsar e deprimidos, querem saber o que vai acontecer-lhes porque Karakoch era a sua capital cultural.

Grupos do Estado Islâmico estavam muito perto na planície de Nínive. Os curdos acabaram obrigados a retirar-se. No meio da noite telefonaram ao bispo, que é digamos a autoridade da cidade, para dizer-lhe que iam abandonar os seus postos. Naquele momento instalou-se o pânico e toda a população partiu.

Este é um grande desastre humanitário, gigantesco. Algumas famílias passaram oito horas no posto de controlo, no meio da noite, com a sensação de que o Estado islâmico mesmo atrás deles. E o ponto de controlo não abria as portas porque as forças curdas controlavam tudo por razões de segurança. Alguns passaram horas aqui, com crianças nos braços. É uma tragédia.”

Antes da ocupação americana do Iraque, em 2003, havia mais de 1 milhão e duzentos mil cristãos no país, hoje eles representarão menos de metade.