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União Europeia reserva o direito de responder às sanções russas

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União Europeia reserva o direito de responder às sanções russas

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Inversão de marcha para as exportações agro-alimentares europeias com destino à Rússia. Moscovo baniu a importação de produtos alimentares da União Europeia, da Noruega, Estados Unidos, Canadá e Austrália, em resposta às sanções contra o Kremlin pelo alegado papel na crise do leste ucraniano. Bruxelas reagiu ao anunciar que reserva o direito de responder contra uma medida que diz ser “claramente política”.

A Alemanha desdramatiza o impacto da retaliação económica russa. O ministro alemão da Agricultura Christian Schmidt afirmou que “a Rússia tem sido um cliente ágil e infelizmente os números das exportações de carne e no setor do leite já estavam numa grande queda”.

Mas as palavras do ministro alemão contrastam com as do ministro italiano do Trabalho e das Políticas Sociais, Giuliano Poletti, que garantiu que a medida vai ter grandes consequências na Itália, país bastante afetado pela crise, e noutros países europeus.

Na Grécia, alguns vendedores de fruta dizem não recear pois acreditam que “a consequente maior oferta de produtos agrícolas no mercado interno vai provocar uma queda nos preços, apesar dos produtores lucrarem menos”.

De acordo com um estudo russo, baseado no Eurostat e em dados nacionais, a Rússia importa 43% dos produtos alimentares consumidos no país.

Alguns consumidores russos apoiam a decisão do Kremlin e dizem que os produtores precisam agora de trabalhar para fazer com que os produtos fiquem disponíveis no mercado interno.

Se as sanções russas podem afetar a já débil economia europeia, a medida pode também levar à penúria de alimentos nas prateleiras dos supermercados russos, mas Moscovo tem como alternativa a importação de produtos oriundos da América do Sul.