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Estados Unidos desencadearam segunda operação humanitária no Iraque

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Estados Unidos desencadearam segunda operação humanitária no Iraque

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No Iraque, a violência dos guerrilheiros do Estado Islâmico coloca em risco a vida de milhares de pessoas, com populações inteiras em fuga.
Os Estados Unidos lançaram, esta sexta-feira, uma segunda operação aérea de ajuda humanitária, com distribuição de alimentos e água potável destinados aos civis ameaçados pelos jihadistas no norte do país.

Em declarações proferidas depois de uma reunião do gabinete de segurança nacional, o presidente americano, Barack Obama, referiu a ameaça de genocídio, descartando porém uma operação terrestre contra os extremistas sunitas.

“Iniciámos um esforço de ajuda humanitária para socorrer os civis iraquianos encurralados naquela montanha. Os terroristas que têm ocupado algumas zonas do Iraque agem brutalmente com as minorias religiosas, acossando famílias, executando os homens, escravizando as mulheres e ameaçando com a destruição sistemática de inteiras comuinidades religiosas, o que significa um genocídio”, sublinhou Obama.

Raids aéreos americanos atingiram posições dos jihadistas, para travar o seu avanço no Curdistão iraquiano e proteger os milhares de cristãos e yazidis ameaçados pelos guerrilheiros do Estado Islâmico.

Esta é a primeira intervenção dos Estados Unidos no Iraque desde a retirada das tropas americanas em 2011. Os bombardeamentos aéreos americanos constituem um apoio importante para as forças curdas e iraquianas, que combatem os extremistas nas montanhas de Sinjar, onde dezenas de milhares de civis da minoria Yazidi se refugiaram.

Tradicionalmente aversos a envolvimento em conflitos armados, os Yazidi foram apanhados na onda de violência e desesperam, angustiados pelo isolamento em que se encontram.

A tomada de Qaraqosh, uma cidade do norte do Iraque onde vivia a maior comunidade cristã do país, também levou ao êxodo da população. Os jihadistas destruíram igrejas e manuscritos históricos.