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A "Maidan" de Kiev nove meses depois

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A "Maidan" de Kiev nove meses depois

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Cerca de nove meses depois do início da chamada revolução ucraniana, a praça Maidan continua a ser palco de protestos.

Desta vez, devido ao desmantelamento das barricadas montadas por centenas de sem-brigo e por ativistas que participaram nas manifestações que levaram à destituição de Viktor Ianukovich.

“Com o tempo e através do diálogo esperamos convencer os manifestantes a resolver esta questão para que Kiev possa regressar à normalidade” afirma o atual presidente da câmara de Kiev.

Vitali Klitschko, antigo manifestante, quer a praça limpa até 24 de agosto, dia da Independência.

Os activistas lamentam que a limpeza do sistema político e judicial não seja prioritária.

“O governo não fez nada do que prometeu. A justiça não mudou e as pessoas responsáveis pela morte dos manifestantes continuam impunes. Na prática, está tudo igual” refere um ativista de Odessa.

Os ativistas que permaneceram em Maidan querem evitar que a culpa morra solteira. Recorde-se que em fevereiro, as forças de segurança abriram fogo contra os manifestantes provocando cerca de uma centena de mortos.

Foi, por isso, difícil convencer os habitantes mais antigos de Maidan a abandonar o local este sábado. Alguns ativistas resistiram e pelo menos três pessoas ficaram feridas.

Em novembro de 2013, a simbólica praça acolheu os maiores protestos de sempre na Ucrânia depois de o então chefe de Estado, Viktor Ianukovitch, ter recuado no acordo de associação com a União Europeia.