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Presidenciais turcas: Erdogan, o vencedor

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Presidenciais turcas: Erdogan, o vencedor

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As eleições presidenciais turcas culminaram sem surpresas. O grande favorito, Recep Tayyip Erdogan, de 60 anos, obteve a vitória nas primeiras presidenciais diretas da Turquia. Nos próximos cinco anos, o até aqui primeiro-ministro vai poder realizar o que prometeu na candidatura: “Estou determinado a continuar a construir a Nova Turquia como presidente”, disse durante a campanha.


O seu partido, AKP, ganhou todas as eleições desde outubro de 2002. Apesar do desgaste de 12 anos de poder, de escândalos e das críticas à deriva islamista, o até aqui chefe do governo conservador islâmico continua a ser o homem mais popular da Turquia.

Com Erdogan como primeiro-ministro, a Turquia viveu um crescimento económico exemplar. Primeiro foram resolvidos os problemas económicos maiores. Depois pagaram-se as dívidas. Por fim, a moeda turca foi revalorizada.


Durante os mandatos sucessivos de Erdogan, também se iniciaram as negociações para a adesão à União Europeia. Recep Tayyip Erdogan conseguiu impôr aos apoiantes do interior do país, e mesmo do exterior, a imagem de um dirigente que conta no mundo muçulmano, apesar de uma série de desaires diplomáticos evidentes, como na síria e no Egito.

Com esta vitória nas primeiras presidenciais por voto popular, Erdogan, fervoroso adepto de futebol e antigo futeboléista amador, bate um recorde de longevidade política, depois de Mustafa Kemal Atatürk, o fundador da Turquia laica e moderna, que nasceu das ruínas do império otomano.