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Turquia vive eleições presidenciais inéditas

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Turquia vive eleições presidenciais inéditas

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Os dados estão lançados, pela primeira vez a Turquia elege um Presidente por sufrágio universal.

53 milhões de eleitores têm nas mãos a escolha do novo chefe de Estado para os próximos cinco anos.

Na linha da frente para se apoderar da presidência do antigo país dos sultões está o atual primeiro-ministro. Caso seja eleito, Recep Tayyip Erdogan pretende reformar a constituição de forma a dotar a presidência de poderes executivos.

A última sondagem dava ao candidato do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), de inspiração islâmica, 55 % dos votos.

Ou seja, uma vantagem de quase 20 % sobre Ekmeleddin Ihsanoglu, candidato apoiado pelos dois principais partidos da oposição – O Partido Repúblicano do Povo (CHP) e o Partido de Ação Nacionalista (MHP). Ihsanoglu é um diplomata que presidiu à Organização da Cooperação Islâmica durante nove anos.

O candidato com menos hipóteses de triunfar é o pró-curdo Selahattin Demirtas, lider do Partido Popular Democrático (HDP).

A vitória de Recep Tayiip Erdogan é quase uma certeza, a grande questão é saber se o primeiro-ministro, que esteve no centro de uma nação polarizada e de alegados escândalos de corrupção, denunciados em registos de vídeo na internet, consegue evitar uma segunda volta.