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Gaza: O drama dos civis e, principalmente, das crianças

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Gaza: O drama dos civis e, principalmente, das crianças

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Continuam a ser os civis a pagar o preço mais alto na guerra entre Israel e Hamas e a situação é dramática. Dos cerca de 1900 palestinianos mortos, um quarto são crianças.

E, para lá dos mortos, há os sobreviventes. Em mais um período de trégua as famílias regressam às origens, porque a palavra casa talvez não seja a mais certa, ela pode já não existir.

As pessoas tentam refazer as suas vidas, comprar comida num mercado que funciona como se a palavra guerra não continuasse a pairar sobre a Faixa de Gaza.

Mas as certezas são cada vez menores, ir para onde?

“Nós queremos viver como todas as pessoas, como nos outros países, com humanidade e dignidade. Atualmente o que há é miséria, não temos ninguém ao nosso lado. Eu tinha um pedaço de terra que foi vendido por 38 mil e 800 dólares americanos sem que eu recebesse nada. Sem a minha terra, não tenho nada”, desabafa um dos muitos desalojados de Gaza.

O resultado de mais de quatro semanas de derramamento de sangue, na Faixa de Gaza, são também traumas psicológicos em 400 mil crianças palestinianas. E, a acrescentar a isso, a falta de comida para alimentá-las:

“As crianças gritam o dia inteiro. São obrigadas a comer alimentos enlatados há 25 dias. Não há nada para comer. Não conseguem dormir bem. É muito difícil”, diz outra desalojada.

Para ajudar as crianças, a lidarem com o trauma da guerra, a agência de refugiados das Nações Unidas organizou uma série de iniciativas, incluindo aulas de arte, atividades desportivas e ações sobre segurança.