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Iraque: Maliki mais isolado na crise política

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Iraque: Maliki mais isolado na crise política

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Os postos de controlo policiais nas ruas de Bagdade são um indício da crise política que o Iraque atravessa, para além da ameaça dos “jihadistas” no terreno.

O primeiro-ministro cessante e pretendente a um terceiro mandato, Nuri al-Maliki, encontra-se mais isolado depois de se ter oposto à nomeação presidencial para Haider al-Ibadi chefiar o governo.

A principal coligação política xiita, da qual a formação de Maliki faz parte, retirou-lhe parte do apoio e a comunidade internacional, incluindo o Irão e os Estados Unidos, felicitou o avanço político do presidente com a nomeação de al-Ibadi.

Os norte-americanos desenvolvem esforços em várias regiões do país para travar o avanço dos guerrilheiros do Estado Islâmico com operações militares aéreas e o apoio bélico aos curdos no norte e ao exército iraquiano. Ao mesmo tempo resgatam civis e lançam mantimentos por via aérea, tal como o fazem agora, também, britânicos e franceses.

Dezenas de milhares de pessoas estão em perigo, especialmente no noroeste do país. Parte da comunidade Yazidi está encurralada nas montanhas de Sinjar, exposta a altas temperaturas, sem abrigo e víveres, além dos “jihadistas” os ameaçarem de morte, depois de terem conquistado uma vasta porção do território.