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Ucrânia: Ajuda humanitária levanta polémica

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Ucrânia: Ajuda humanitária levanta polémica

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O comboio humanitário que partiu de Moscovo com destino a Luhansk, deverá chegar à fronteira na noite de quarta-feira.

As incertezas do êxito da missão são muitas dado que Kiev só permite que a carga entre em território ucraniano se for transferida para veículos do Comité Internacional da Cruz Vermelha num posto fronteiriço.

“Dissemos que podaríamos colaborar, mas são necessárias clarificações e medidas que devem ser implementadas antes da operação ser lançada”, disse Laurent Corbaz, responsável operacional da Cruz Vermelha para a Europa e Ásia Central.

A bordo dos duzentos e oitenta camiões a caminho da Ucrânia, vão duas toneladas de produtos alegadamente doados pela população da região metropolitana de Moscovo, incluindo bens de primeira necessidade

“Parem com a agressão, parem os terroristas russos, parem os bombardeamentos, parem com a propaganda cínica, e não haverá necessidade de ajuda humanitária”, afirmou Danylo Lubkivsky, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia.

O envio deste comboio humanitário foi anunciado segunda-feira por Vladimir Putin, após ter falado ao telefone com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.

“Espero que num futuro próximo esta ação humanitária seja feita sob o auspício da Cruz Vermelha Internacional. Concordámos em todos os detalhes com o governo ucraniano. Esperamos que os parceiros ocidentais não coloquem entraves”, sublinhou Sergei Lavrov, ministro russo dos Negócios Estrangeiros.

O envio deste comboio humanitário foi rejeitado por Kiev, Washington, Berlim e Londres, que temem que o projeto sirva de pretexto para uma invasão russa do território ucraniano.