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E a morte assobiou por Lauren Bacall

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E a morte assobiou por Lauren Bacall

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Luto cerrado em Hollywood, que perdeu duas das suas grandes estrelas em cerca de 24 horas.

Ainda se multiplicavam as mensagens de condolências pela trágica morte de Robin Williams, quando surgiu a notícia do desaparecimento de uma das divas da idade de ouro do cinema: Aos 89 anos, Lauren Bacall não resistiu a um ataque cardíaco.

Mulher sensual, de olhar penetrante e voz rouca, Bacall deixa para a história das artes 70 anos de uma carreira repartida entre o grande écran e a Broadway, palcos onde recebeu o reconhecimento que lhe fugiu na 7.ª arte.

Aos 19 anos, estreou-se no cinema ao lado do futuro marido, Humphrey Bogart, em “Ter ou não ter” (To Have and Have Not). Foram um casal inseparável, dentro e fora do écran, até ter ficado viúva aos 32 anos.

Teve um caso com Frank Sinatra e acabou por estar oito anos casada com outro alcoólico, Jason Robards Jr., de quem se divorciou em 1969 por causa dos problemas do ator com a bebida.

Prima de Shimon Perez, o presidente de Israel, Bacall nasceu no Bronx, em Nova Iorque, a 16 de setembro de 1924, com o nome Betty Joan Perske. Ainda sonhou com o jornalismo, mas foi na interpretação que alcançou a consagração.

Recebeu dois prémios Tony por musicais inspirados em clássicos de Hollywood, “Applause” (1970) e “A Primeira Dama” (1981).

No cinema, deixou ainda a sua marca em filmes como “À Beira do Abismo” (The Big Sleep, 1946), “Paixões em Fúria” (Key Largo, 1948), “Como se Conquista um Milionário” (How to Marry a Millionaire, 1953) ou “Um Crime no Expresso do Oriente” (1974).

Apesar de só ter sido galardoada com um Óscar pela carreira, em 2009, Lauren Bacall tornou-se numa lenda, tendo protagonizado algumas das cenas míticas da época de ouro de Hollywood.