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Mundo inquieta-se com o número crescente de refugiados provocado pelo avanço do Estado Islâmico

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Mundo inquieta-se com o número crescente de refugiados provocado pelo avanço do Estado Islâmico

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No Iraque e na Síria, a cada dia que passa, cresce o número de refugiados em resultado do avanço dos jihadistas do Estado Islâmico.

Desde meados de junho, o Programa Alimentar Mundial (PAM) já prestou assistência a mais de 430 mil pessoas deslocadas por causa do conflito.

A exemplo do que se passa noutros locais, no campo de refugiados de Newroz, na cidade curda de Malikiya, na Síria, as organizações humanitárias não têm mãos a medir:

“Têm quase todos bolhas nos pés, porque caminharam durante muito tempo. Geralmente chegam muito enfraquecidos. Há muitos casos de desidratação – tantos nos jovens como nos idosos – e de desidratação grave. Outros, caíram e, portanto, temos alguns casos de fraturas, que são tratadas no hospital, mas também recebemos pessoas com ferimentos infetados que foram provocados por armas de fogo”, relata um médico do Crescente Vermelho curdo.

Nas montanhas do Sinjar continuam entre 20 a 30 mil pessoas cercadas pelos islamitas radicais e que estão sem água, sem mantimentos, sem teto e sem possibilidade de fuga, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Enquanto o mundo se mobiliza para apoiar os yazidi, o Reino Unido está a distribuir ajuda por via aérea a esta minoria curda e não muçulmana, ameaçada de morte pelos jihadistas do Estado Islâmico.