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Papa visita Coreia do Sul com mensagem de paz para toda a Ásia

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Papa visita Coreia do Sul com mensagem de paz para toda a Ásia

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Francisco parte hoje rumo à Coreia do Sul, na primeira visita de um Papa a este país em 25 anos. Leva na bagagem apelos à reconciliação da península e uma atenção particular por esta comunidade católica em crescimento.

É a terceira deslocação do Papa Francisco fora de Itália, depois do Brasil e da Terra Santa. A razão oficial da vigem do Papa é as Jornadas da Juventude, mas a visita também é marcada pela memória dos mártires, o crescimento da Igreja e a reconciliação das duas Coreias.

Cerca de 10% de sul-coreanos são católicos. Mas, apesar de minoritária, a comunidade tem um dinamismo marcante e aumentou 30% em 10 anos. Numa só paróquia, chega a haver “40 batismos” por mês.

O programa do Papa inclui rezar uma missa pela paz e reconciliação da Coreia. Destaque ainda para o encontro com jovens asiáticos e para a beatificação de 124 mártires, quase todos leigos, considerados modelos de cristianismo para toda a Coreia.

A Igreja coreana está em festa. É a terceira vez que acolhe a visita de um Papa. Depois das duas visitas de João Paulo II, em 1984 e 1989, a Coreia é a porta principal pela qual, agora, Francisco entra na Ásia.

Choo-Hye-Ok, católica, explica o porquê de tanta fé:
“Como o nosso país passou por muitas dificuldades, espero que a visita do Papa nos ajude a resolver os problemas, com a graça de Deus, principalmente os conflitos da Coreia do Norte e do Sul”.

O município de Seul calcula que cerca de um milhão de pessoas vai assistir à missa pela paz e pela reconciliação, no dia 18, no centro da cidade. O Papa não é esperado apenas pelos católicos, mas por toda a sociedade, afirmou o presidente da Conferência Episcopal Coreana, pois leva uma mensagem de reconciliação dirigida às duas Coreias, bem como a toda a Ásia e, em particular, ao Japão e à China.

Mas há uma ferida aberta, ainda por mitigar: a questão das chamadas “mulheres coreanas de conforto militar” dos japoneses, durante a II Guerra Mundial.

Yoon Mee-Hyang, diretora do Centro de Mulheres Escravizadas pelo Japão, diz: “O encontro com o Papa vai ser um consolo para elas e ajudá-las-á a recuperar. Também é o meio de pressão para o governo japonês e para a comunidade internacional no senido de impulsionarem uma solução para o problema destas mulheres”.

O tema das Jornadas da Juventude é: “Juventude asiática desperta. A glória dos mártires resplandece sobre ti!”. Muitos esperam uma ação como em Belém, mas nada está previsto.

Para além das autoridades do país, o Papa Francisco terá um encontro com os bispos coreanos e outro com os bispos do continente asiático e encontrar-se-á também com as comunidades religiosas católicas, com líderes do laicado católico, com líderes religiosos do país.

“No dia da minha partida, convido a unir-vos comigo em oração pela Coreia e por toda a Ásia”, escreveu o Papa, na rede social Twitter.
O Papa Francisco regressará à Ásia em Janeiro de 2015, para visitar o Sri Lanka e as Filipinas.