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Rússia: três anos e meio de prisão por participarem numa manifestação contra Putin

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Rússia: três anos e meio de prisão por participarem numa manifestação contra Putin

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A justiça russa condenou três opositores a Vladimir Putin a penas de até três anos e meio de prisão, por participarem numa manifestação contra o seu regresso à presidência em 2012.

Os juízes consideraram os três ativistas culpados de violência contra representantes da ordem, num processo considerado como político pelos críticos de Putin que se manifestaram à porta do tribunal.

Uma das intérpretes do grupo Pussy Riot não esconde a indignação, “habitualmente a justiça russa condena este tipo de casos com multas de 500 rublos e 48 horas de detenção, mesmo em casos de escaramuças com a polícia, mas neste caso, os juízes optaram por uma pena de três anos e meio”.

A polícia deteve pelo menos três pessoas que se manifestaram contra a decisão à porta do tribunal de Moscovo, com palavras de ordem contra a alegada repressão das autoridades contra os opositores a Putin.

Um dos principais críticos do presidente, Serguei Udaltsov tinha sido condenado no mês passado a quatro anos e meio de prisão por coordenar o mesmo protesto contra a reeleição de Putin para um polémico terceiro mandato.

Cerca de 400 pessoas tinham sido detidas a 6 de maio de 2012 durante a manifestação na praça Bolotonaya, de Moscovo, na véspera da tomada de posse de Vladimir Putin, depois de ter cumprido um mandato como primeiro-ministro, de forma a contornar a interdição constitucional de se apresentar a um terceiro mandato consecutivo na presidência.