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Paquistão: marcha da oposição coloca exército em alerta máximo

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Paquistão: marcha da oposição coloca exército em alerta máximo

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O exército paquistanês ativou o alerta vermelho face à possibilidade de uma invasão da chamada “zona vermelha”, no centro de Islamabad, por milhares de manifestantes da oposição.

Ao quinto dia de protestos contra o primeiro-ministro, acusado pelos manifestantes de corrupção e de fraude eleitoral, os dois principais líderes da oposição ameaçam marchar sobre a zona da capital que alberga os principais órgãos de poder do país assim como as embaixadas estrangeiras.

“Vamos fazer tudo o possível para que o protesto seja pacífico, mas se o governo agir com violência, nós estamos prontos a sacrificar-nos para salvar o país. Vamos obedecer a Imran Khan para prosseguir no caminho da revolução”, afirma um membro do partido da Justiça.

O líder da formação, Imran Khan afirma que vai encabeçar esta terça-feira a marcha em Islamabad, depois de ter ameaçado ontem ocupar a zona vermelha.

Khan anunciou igualmente a demissão em bloco dos membros do seu partido de todos os órgãos de poder, o que poderia levar o país a convocar eleições antecipadas.

O governo de Nawaz Sharif anunciou ontem a abertura de um diálogo com a oposição, para tentar ultrapassar o impasse dos últimos dias, ao mesmo tempo que a polícia detinha 150 apoiantes de Khan na província do Punjab.

Ao quinto dia de protestos, a opinião pública Paquistanesa mostra-se dividida face à campanha de desobediência civil lançada pelo antigo jogador de cricket, recentemente convertido à política. Khan tinha apelado a uma marcha de um milhão de manifestantes em Islamabad, mas os participantes reunidos no centro da capital não superariam, segundo a polícia, os 55 mil.