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Como se defende o euro da consolidação do dólar?

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Como se defende o euro da consolidação do dólar?

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O avanço do dólar, que conquista terreno à moeda única europeia, torna mais palpável a disparidade de crescimento entre os dois blocos económicos. A divisa americana tem-se cotado acima dos 1,32 euros, o valor mais elevado dos últimos 11 meses. Para quem, como o presidente francês, François Hollande, considera que a moeda europeia está sobrevalorizada de qualquer maneira, o analista Adam Cole fornece a seguinte resposta: “A maioria das medidas avalia o euro de forma mais ou menos justa. No que toca à competitividade a longo prazo, o valor está estimado entre os 1,20 e 1,30. Portanto, a haver sobrevalorização, ela é marginal.”

As previsões para a Alemanha e a França não são as mais sorridentes e a referência PMI, o Índice de Gestores de Compras, que mede o pulso à atividade industrial, caiu de 53,8 para 52,8 em agosto.

Phyllis Papadavid, do BNP Paribas, afirma que “o recuo no crescimento é um motivo de preocupação que as decisões do Banco Central Europeu vão ter em conta. A inflação mais fraca também está a surtir um impacto evidente sobre o euro.”

Perante a consolidação recente dos principais índices nos mercados americanos, que ficaram a um ponto do recorde histórico, o abrandamento que reina do lado europeu instala a noção de que são precisos mais impulsos económicos.