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O hamburger norte-americano cada vez mais indigesto para Moscovo

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O hamburger norte-americano cada vez mais indigesto para Moscovo

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Os restaurantes da maior cadeia de comida rápida norte-americana parecem ser a nova vítima da resposta de Moscovo às sanções de Washington e Bruxelas sobre a Ucrânia.

As autoridades sanitárias russas levaram hoje a cabo inspeções surpresa em vários estabelecimentos McDonald’s na região de Sverdlovsk, depois de terem encerrado quatro restaurantes da cadeia em Moscovo.

Os inspetores justificaram a decisão, anunciada ontem, evocando alegadas violações das regras sanitárias.

A empresa norte-americana, baseada no Illinois e para quem a Rússia representa o sétimo maior cliente mundial, afirmou num comunicado, estar a “analisar os relatórios dos inspetores russos para poder resolver a situação mais rapidamente possível”.

Entre os restaurantes encerrados ontem encontra-se o mais antigo McDonald’s aberto na Rússia, em 1990, um símbolo do final da era soviética e do fim da guerra fria.

À porta do estabelecimento, um moscovita mostra-se intrigado, “é uma decisão que parece um pouco exagerada, pois este restaurante é russo, as pessoas aqui falam russo, não há nenhuma ligação à América. Não penso que se trate de uma questão política, talvez exista outro problema”.

Outro moscovita parece ter mais certezas sobre a decisão das autoridades sanitárias, “se eles aprovaram sanções contra nós porque é que não podemos responder? O McDonald’s é um símbolo do ocidente e penso que é um gesto simbólico para provar que também sabemos mostrar os dentes”.

A Rússia tinha decretado um embargo a vários produtos agrícolas europeus e no início do mês e tinha tomado medidas similares no passado durante crises diplomáticas, como quando proibiu o vinho georgiano ou as bebidas espirituosas moldavas, quando os dois países anunciaram a vontade de aderir à União Europeia e à NATO.