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Estado Islâmico aproxima Síria dos Estados Unidos

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Estado Islâmico aproxima Síria dos Estados Unidos

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A barbárie do Estado Islâmico está a conseguir fazer o que até há pouco parecia ser impensável: Unir o regime sírio aos Estados Unidos na luta contra os extremistas islâmicos, que querem instaurar um califado na Síria e no Iraque e depois expandi-lo, nomeadamente para Oeste, até à Península Ibérica.

Este fim de semana os jihadistas tomaram o aeroporto de Tabqa, o último bastião do regime de Bashar al-Assad na província de Raqa, no norte da Síria.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos deu conta de mais de meio milhar de mortos nos combates da última semana pela base aérea e afirma que militantes do Estado Islâmico foram vistos a passear pelas ruas de Tabqa com as cabeças decapitadas de alguns soldados do exército sírio.

A situação que se vive na Síria, levou o chefe da diplomacia de Damasco a admitir, pela primeira vez, aceitar ajuda de Washington e de Londres no combate aos extremistas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria afirmou que o país está pronto para cooperar “ao nível regional, internacional e bilateral para lutar contra o terrorismo”. Questionado sobre se essa cooperação poderia incluir os Estados Unidos e o Reino Unido, Walid al-Moualem respondeu: “São bem-vindos”. O responsável sírio, ressalvou contudo que qualquer ataque estrangeiro contra o Estado Islâmico terá de ser “coordenado previamente” com Damasco, sob risco de o regime o considerar uma “agressão”.

Depois de apoiar a rebelião contra Bashar al-Assad, o Ocidente prepara-se agora para dar a mão ao regime de Damasco na luta contra os radicais islâmicos.