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França: Governo em revolução apresenta "remendos" esta terça-feira

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França: Governo em revolução apresenta "remendos" esta terça-feira

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A política francesa está ao rubro, mas François Hollande e Manuel Valls mantêm-se firmes. No fim de semana, o ministro da Economia, Arnaud Montebourg, criticou duramente o Presidente francês. Na segunda-feira, o primeiro-ministro apresentou a demissão, mas logo a seguir o próprio Hollande reiterou a confiança em Manuel Valls e deu-lhe até esta terça-feira para apresentar uma nova equipa para o governo.

O chefe de Governo reconduzido está, por isso, a trabalhar em contrarrelógio e não será abusivo falar-se de um novo, mas remendado executivo tal a falta de tempo. Com Montebourg, já se sabe, saem também os seus fiéis “escudeiros” no partido, nomeadamente, os ministros da Cultura, Aurélie Filippeti, e o da Educação, Benoît Hamon.

Também a da Justiça, Christiane Taubira, que já se travou de razões com Valls, deverá acompanhar o ministro da Economia na saída do executivo. Mas as caras novas a ser apresentadas esta terça-feira, naquele que será o quarto governo da era Hollande, deverão ser bem mais do que apenas três.

Valls foi instruído por Hollande para formar uma nova equipa “em coerência com as orientações” do próprio chefe de Estado, numa tentativa de que ele mantenha o poder sobre o executivo e assim possa dar continuidade ao pacto de responsabilidade que preconizou para a França, nos próximos três anos, e que prevê uma poupança na despesa do Estado na ordem dos 50 mil milhões de euros.

A saída de Arnaud Montebourg, um dos preferidos dentro do partido, ameaça, contudo, a hegemonia de Hollande entre os próprios socialistas. Para se perceber quanto, o até aqui dono da pasta da Economia francesa foi, por exemplo, o terceiro mais votado nas primárias socialistas com vista às presidências. Manuel Valls foi o quinto.

A curiosidade é, por isso, muita para se conhecer esta terça-feira quem vai formar a nova equipa de Manuel Valls e, sobretudo, saber-se como ficará Hollande no meio de todas estas convulsões politicas em Paris.