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Referendo escocês preocupa produtores de whisky

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Referendo escocês preocupa produtores de whisky

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Agora que a Escócia se prepara para ir a referendo, é altura de pensarmos que efeito pode uma eventual independência ter no comércio daquele que é, sem dúvida, o produto mais conhecido do país.

A indústria do whisky representa uma grande fatia da economia escocesa, mais de cinco mil milhões de euros.

Só na ilha de Islay estão concentradas oito destilarias: “O whisky é uma indústria que depende do planeamento a longo prazo. Os planos de investimento podem demorar décadas a realizar-se. As empresas são obrigadas a planear as coisas e ter um sentido comercial com base nesses prazos”, explica Carl Reavey, da destilaria Bruichladdich.

A independência traz dúvidas ao nível da pertença à União Europeia e da moeda. Mas há outras questões que se levantam, por exemplo, a da diplomacia. As embaixadas do Reino Unido são um veículo importante de promoção do whisky, como explica David Williams, da Associação de Produtores de Whisky Escocês: “Como é que o whisky vai ser apoiado no estrangeiro? O governo escocês fala de uma rede de 90 embaixadas em todo o mundo. Atualmente, o Reino Unido tem embaixadas em mais de 150 mercados, que fazem um trabalho muito importante no apoio à nossa indústria”, diz.

Com o referendo marcado para o dia 18 de setembro, há ainda muitas questões por esclarecer sobre o que acontecerá com a Escócia, caso os escoceses digam sim à independência. A única certeza é que o whisky vai continuar a ser fabricado aqui e a ser servido, com ou sem gelo, um pouco por todo o mundo.