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Washington confirma libertação de jornalista sequestrado na Síria

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Washington confirma libertação de jornalista sequestrado na Síria

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Os Estados Unidos confirmaram, na noite de domingo, a libertação do jornalista Peter Theo Curtis, sequestrado desde outubro de 2012, na Síria.

Curtis terá sido entregue a funcionários das Nações Unidas, nos montes Golã, durante a tarde de domingo e deverá viajar em breve para os Estados Unidos.

O jornalista e autor de vários livros encontrava-se detido pela frente al-Nosra, o braço armado da Al-Qaida na Síria, inimiga, no terreno, do grupo Estado Islâmico.

Segundo algumas informações veiculadas por familiares, mas não confirmadas por Washington, a libertação poderia ter-se devido à intervenção do Qatar.

A libertação ocorre cinco dias depois da decapitação do jornalista norte-americano James Foley, recordado este domingo, por familiares e amigos, durante uma missa de homenagem, na sua terra natal, Rochester, no New Hampshire.

No Reino Unido, a imprensa cita fontes oficiais que afirmam poder ter identificado o assassino de Foley, alegadamente um cidadão britânico de origem egípcia e antigo cantor de rap, que teria viajado há dois anos para a síria para combater nas fileiras do grupo Estado Islâmico.

Um outro jornalista norte-americano, Steven Sotloff, permanece detido pelo grupo armado, num momento em que mais de 20 jornalistas se encontram sequestrados no Iraque – segundo o Comité para a Proteção dos Jornalistas – a maioria raptados pelo grupo Estado Islâmico.

Na Alemanha, o jornal “Welt Am Samtag” revela, por seu lado, que um cidadão alemão, raptado na Síria pelo grupo Estado Islâmico e libertado em junho, teria sido entregue pelos seus sequestradores mediante uma “importante contrapartida” do estado alemão.

Berlim, que rejeitou comentar a informação, garantiu, no entanto, que nunca pagou qualquer resgate pela libertação de cidadãos sequestrados no estrangeiro.