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Brasil: Marina Silva volta a ser "terceira via" no primeiro debate de campanha

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Brasil: Marina Silva volta a ser "terceira via" no primeiro debate de campanha

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Candidata por acidente, mas mais popular do que nunca, a ecologista Marina Silva, comprovou ontem o favoritismo das sondagens no primeiro debate televisivo da campanha para as presidenciais.

Frente a uma Dilma Rousseff fragilizada pelos protestos populares de junho e um crescimento económico quase estagnado, a ecologista e candidata pelo Partido Socialista não hesitou em acusar a herdeira de Lula da Silva de ter perdido a capacidade de “inspirar a confiança e a credibilidade”.

Marina apresentou-se como uma “terceira via”, face à “bipolarização dos últimos 20 anos entre o Partido dos Trabalhadores e os Sociais Democratas”, representados por Dilma e Aécio Neves, no sufrágio de outubro.

Um discurso que ainda não consegue dissipar algumas dúvidas do eleitorado, apesar do favoritismo das sondagens.

“Quem sabe se Marina será capaz de ajudar os pobres. Não sei, porque uma vez no cargo tudo pode mudar, é uma incógnita”, afirma uma brasileira.

Outro mostra-se contente com o resultado do debate, “pelo menos os candidatos puderam mostrar que estão preparados e quais são os seus objetivos, assim como as diferenças entre os candidatos”.

A resposta dos rivais de Marina à vaga de popularidade não se fez esperar sob a forma de um possível escândalo, relativo ao financiamento do avião da campanha socialista, alegadamente pago por “empresas fantasmas”.

A candidata deverá responder esta noite às acusações durante uma entrevista televisiva.