Última hora

Última hora

Centenário de Julio Cortázar, o "Simón Bolívar do romance"

Em leitura:

Centenário de Julio Cortázar, o "Simón Bolívar do romance"

Tamanho do texto Aa Aa

Buenos Aires é o epicentro das celebrações do centenário de Julio Cortázar, o escritor argentino nascido a 26 de agosto de 1914, em Ixelles, nos arredores de Bruxelas.

Esta terça-feira foi inaugurada a exposição ‘Los Otros Cielos’, uma mostra que pode ser vista de forma aleatória, à imagem de ‘Rayuela’, o romance experimental, que pode ser lido partindo de pontos diferentes.

A diretora do Museu de Belas Artes de Buenos Aires afirma que a ideia é mostrar o “homem complexo, também através dos seus gostos, das suas preferências, não só na literatura, como na música, na arte, na fotografia e reunir isso tudo para ficarmos com uma imagem do homem e do escritor”.

Exilado em França durante mais de 30 anos, Julio Cortázar foi um acérrimo crítico das ditaduras militares sul-americanas do século XX e ganhou o epíteto de “Simón Bolívar do romance” pelo caráter revolucionário das suas obras, uma alcunha que lhe foi colocada pelo escritor mexicano Carlos Fuentes.