Última hora

Última hora

Os custos da guerra

Em leitura:

Os custos da guerra

Tamanho do texto Aa Aa

A operação israelita na Faixa de Gaza deixa uma pesada fatura para ambas as partes.

Em Israel, o Banco Central baixou as taxas de juro para um mínimo histórico, de 0,25%, face à desaceleração económica, acentuada pela operação militar.

Em julho, as receitas do turismo recuaram 26% em termos anuais, as empresas adiaram investimentos e os israelitas consumiram menos.

No segundo trimestre, de acordo com a primeira estimativa do governo, a economia israelita cresceu 1,7%, em termos anuais, muito aquém do previsto e dos 2,8% registados nos primeiros três meses.

Do lado palestiniano, as autoridades evocam danos na ordem de 6 a 8 mil milhões de dólares.

Só a Federação Industrial evoca prejuízos de 70 milhões de dólares. As fábricas da Faixa de Gaza estiveram fechadas e centenas delas estão destruídas.

Há dezenas de milhares de casas destruídas, assim como a rede elétrica, a de abastecimento de água e o sistema de esgotos. Além disso, como explica Rula Ma’ayah, ministra palestiniana do Turismo, houve muitas “anulações nos meses de agosto e de julho. O número de turistas de visita à Palestina recuou entre 60 a 65%”.

A agência da ONU para a Agricultura e Alimentação (FAO) evoca a destruição de 42 mil hectares de colheitas e a morte de milhares de animais. Os pescadores de Gaza perderam 9% da quota anual de pesca nos 50 dias de bombardeamentos.

A taxa de desemprego, que já era de 40% antes do conflito, ameaça disparar.