Última hora

Última hora

Palestinianos recomeçam do zero

Em leitura:

Palestinianos recomeçam do zero

Tamanho do texto Aa Aa

Aos poucos a vida em Gaza regressa à normalidade. As lojas que escaparam aos bombardeamentos abriram portas, um dia depois de o Hamas e de Israel terem chegado a acordo para um cessar-fogo permanente.

A ajuda humanitária chega, agora, mais facilmente a quem nos últimos 50 dias perdeu tudo o que tinha.

Os palestinianos esperam que o cessar-fogo mediado pelo Egito permita restabelecer a paz.

“Ninguém gosta da guerra e penso que toda a gente devia viver em paz. É preciso encontrar uma solução para evitar uma nova guerra dentro de um ou mais anos. Esta guerra destruiu tudo o que tínhamos reconstruído há dois anos” refere o comerciante Ahmed Kharwat.

Graças à abertura dos postos de fronteira de Rafah 150 mil palestinianos têm garantidos, a partir desta quarta-feira, alimentos para os próximos cinco dias.

Se o cessar-fogo for respeitado é, também por aqui que vão entrar os materiais necessários à reconstrução. Habitações e infraestruturas básicas são as prioridades já que de acordo com fontes palestinianas, existem, atualmente, mais de 500 mil deslocados.

As exigências apresentadas pelo Hamas e por Israel para chegar a um cessar-fogo duradouro vão, ainda, ser discutidas em setembro.

“Se o cessar-fogo funcionar e se o Hamas não tiver possibilidade de adquirir mais armas e existir um plano com vista à desmilitarização do movimento é positivo.
Penso que as pessoas estão cansadas da guerra e precisam de voltar à vida normal” refere Beth Hava, habitante de Jerusalém.

Tanto o Hamas e como o Estado hebraico reivindicam vitória num conflito que provocou a morte de 70 israelitas e de mais de 2 mil palestinianos, a maioria civis.