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França: A grande responsabilidade do novo ministro da Economia

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França: A grande responsabilidade do novo ministro da Economia

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Recém-chegado ao governo, Emmanuel Macron já faz correr rios de tinta. Numa entrevista dada antes de ter sido nomeado, o novo ministro francês da Economia defendeu a possibilidade de autorizar “exceções” à lei das 35 horas semanais de trabalho.

Uma hipótese depressa desmentida pelo governo.

A lei das 35 horas foi introduzida pelo governo socialista em 2000 para fomentar o mercado do trabalho.

Mas a questão ganhou outra visibilidade, face aos número do desemprego. França registou em julho um número recorde de 3,424 milhões de pessoas sem trabalho.

Baixar o desemprego, relançar a economia e sanar as contas públicas: perante os enormes desafios económicos, o presidente François Hollande quer uma cimeira europeia para coordenar políticas de crescimento. E explica porquê: “Porque um em cada quatro jovens europeus está desempregado. A retoma é muito fraca, a inflação é muito baixa. Porque o euro está muito alto e a Europa está ameaçada por uma longa e interminável estagnação se não fizermos nada”.

Dois dias após a remodelação do governo francês, a agência de notação Fitch considera que Paris tem de implementar reformas estruturais para vencer a estagnação económica.

O governo avançou com uma redução do custo do trabalho, mas a Fitch duvida da eficácia desta medida.