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Moscovo desmente, mas NATO garante: Há tropas russas em atividade na Ucrânia

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Moscovo desmente, mas NATO garante: Há tropas russas em atividade na Ucrânia

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A Rússia desmente qualquer tipo de atividade militar na Ucrânia e já refutou mesmo a veracidade das imagens de satélite divulgadas ao final da tarde desta quinta-feira pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), de que Portugal é um dos membros fundadores em 1949. A Aliança Atlântica garante, mesmo, serem imagens registadas a 21 de agosto e agora reveladas prova de que há mesmo atividade militar russa no leste da Ucrânia.


“Estas últimas imagens de satélite representam mais evidências de que soldados russos equipados com armamento sofisticado estão a operar em território soberano dentro da Ucrânia”, afirmou o brigadeiro-general Nico Tak. O também diretor do Centro de gestão de Crise e Operações da NATO acrescentou que “durante as duas últimas semanas” foi “notado um significativo escalar tanto no nível de interferência da Rússia na Ucrânia como na sofisticação” dessa atividade.

O Conselho de Segurança ucraniano também divulgou, entretanto, um vídeo através do Youtube do que diz ser um tanque russo em atividade na cidade de Novoazovsk, no leste da Ucrânia, que se diz ter sido tomada pelas forças separatistas. As últimas noticias provenientes da região é que os rebeldes pro-russos estarão a alargar a frente de batalha para sul, rumo à cidade costeira de Mariupol, tida como um importante porto estratégico.

As ruas da cidade de Donetsk estão, entretanto, a transformar-se num autêntico campo de batalha entre as forças do exército ucraniano e os grupos armados pró-russos alinhados à autoproclamada República Popular de Donetsk. Pelo menos 15 pessoas, terão morrido nos combates registados na cidade esta quinta-feira.

Por causa deste conflito, só desde abril e até ao passado dia 19 de agosto, o o Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários das Nações Unidos contabilizou no leste da Ucrânia 2249 mortos, incluindo 23 crianças, e 6033 feridos, entre elas 38 crianças. Mais de 190 mil pessoas foram deslocados de suas casas e, desde janeiro, mais de 207 mil fugiram para a Rússia.