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ONU impõe sanções contra responsáveis pela violência na Líbia

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ONU impõe sanções contra responsáveis pela violência na Líbia

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A violência na Líbia tem de parar antes que o país mergulhe numa guerra civil generalizada. Foi sob este argumento que o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou, por unanimidade, uma resolução que apela ao cessar-fogo imediato e que alarga as sanções aplicadas. Nas palavras de Tarek Mitri, o representante especial da ONU para aquele país, “a situação caótica e a capacidade limitada que o governo tem para lidar com a ameaça, criaram um terreno fértil para o avanço dum perigo que extravasa as fronteiras da Líbia.”

As sanções, que se dirigiam aos antigos apoiantes de Muammar Kadhafi, passam a incluir todos os indíviduos ou grupos que, de alguma forma, alimentem um confronto que opõe agora milícias rivais na luta pelo poder num país fragmentado.

Tarek Mitri, que em breve será substituído pelo diplomata espanhol Bernardino Leon, explica que “em Trípoli, assiste-se a uma deslocação sem precedentes de pessoas que fogem dos combates. Os números mais modestos dizem que há 100 mil deslocados, e outros 150 mil que procuraram refúgio fora do país.”

Um comité da ONU irá anunciar em breve quem são precisamente os alvos dos embargos que deverão abranger o fornecimento de armas, o congelamento de bens e a interdição de viajar dos responsáveis pelo conflito.