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Tomada de posse de Erdogan marcada por contratempo

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Tomada de posse de Erdogan marcada por contratempo

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Euronews: Em Ancara está o correspondente da Euronews.
Recep Tayyip Erdogan – eleito pela primeira vez na história da Turquia diretamente pelo povo – tomou, hoje, posse como presidente durante uma cerimónia no Parlamento. Quais são as primeiras impressões?

Bora Bayraktar: ‘’ Estamos em frente ao Palácio Cankaya onde Recep Tayyip Erdogan foi empossado, esta quinta-feira, como 12° chefe de Estado da República da Turquia. Durante a cerimónia foi saudado não só pelo presidente do parlamento, mas também pelos militares já que a partir de agora é também comandante das Forças Armadas turcas. Antes da cerimónia registou-se um pequeno contratempo com deputados da oposição presentes no Parlamento, depois de um deles ter invocado um regulamento interno. Seguiu-se uma discussão de ordem processual, mas muitos deputados acabaram por abandonar a sala em sinal de protesto. A cerimónia prosseguiu e Erdogan foi empossado como presidente.”

Euronews: Recep Tayyip Erdogan vai nomear Ahmet Davutoglu
para primeiro-ministro. As atenções viram-se, agora, para os homens escolhidos para dirigir as pastas da economia e dos Negócios Estrangeiros? Há alguma ideia em relação a esses nomes?

Bayraktar: “Em relação ao Ministério da Economia a informação que circula é que Ali Babacan vai ficar no cargo. O mesmo deve acontecer com o ministro das Finanças, Mehmet Simsek. Mas é claro que a última decisão cabe a Ahmet Davutoglu. Existem ainda muitas dúvidas sobre o nome escolhido para a pasta dos Negócios Estrangeiros. Um dos nomes mais falados é o do ministro dos Assuntos Europeus, Mevlut Cavusoglu, mas ainda não há certezas.”

Euronews: “Uma última questão, o vai fazer agora o que ex-presidente, Abdullah Gul?

Bayraktar “ O ex chefe de Estado, Abdullah Gul, é uma figura-chave do AKP. É um dos fundadores do partido. Foi ministro dos Negócios Estrangeiros, chefe de governo e chegou, mais tarde, a presidente do país. Não creio que pretenda abandonar a cena política. Recorde-se que no último discurso lembrou que “não ia para casa cuidar da neta”. Mas neste novo AKP não há lugar para Abdullah Gul. Penso que até as próximas eleições gerais pode ser uma espécie de conselheiro do partido”